Geralmente um acontecimento ruim causa grande impacto em nossas vidas como a morte de um ente querido de uma maneira trágica, uma desilusão amorosa, uma desavença com um amigo muito próximo, etc. Esta modalidade de evento, juntamente com vários outros com os quais você deve estar se identificando agora (porque realmente não é nada difícil lembrar) , se estabelecem como memórias episódicas de longo prazo. Ou seja, um tipo de memória mais, digamos, permanente e ligada a fatos autobiográficos lembrados em forma de episódios.
Os estímulos que são analisados de maneira mais profunda têm maior probabilidade de serem lembrados, já que quanto mais se extrai significado do estímulo, maior é a profundidade do processamento. É por meio de um processo chamado de repetição elaborativa que os vínculos entre o evento e seu resgate por meio da memória são criados. Através deste processo é feita uma análise profunda e mais significativa do estímulo/evento.
Podemos usar como exemplo a seguinte situação: se você, enquanto teve uma briga com alguém importante para você , estava segurando uma xícara de café, provavelmente, após a fixação da memória, toda vez que segurar uma xícara de café, ver uma imagem de uma xícara ou ver a palavra escrita, se lembrará do ocorrido. Com o aumento do tempo de repetição, pode-se extrair todos os tipos de imagem, associações e lembranças para enriquecer o estímulo e fazer com que a lembrança se torne mais exata ou mais vívida.
Para finalizar, há também a relação desses fatores com a Interferência Proativa. Pessoas apresentam dificuldades em evocar um material novo porque o material antigo continua a interferir nas lembranças novas. Como um segundo exemplo poderíamos dizer que se você tivesse brigado com um amigo querido e este houvesse lhe falado algo muito injuriante, talvez você custasse a fazer as pazes com ele. Se houvesse um processo de interferência proativa provavelmente você não conseguiria aceitar as desculpas posteriores de seu amigo por apenas conseguir pensar no mal que ele lhe fez.
Apesar de os estudos confirmarem que é mais fácil lembrar-se dos episódios agradáveis do que dos desagradáveis, está é minha teoria para as idéias ruins que podem povoar seus pensamentos. Então lembrem-se, o segredo é não analisar, não ruminar e não voa alto com os pensamentos ruins!
Palavras de Carlos Luiz Cardoso, "o ser humano é dotado de várias faculdades, inteligência, força, raciocínio, memória e etc, dentre essas faculdades existe as unica que se destaca em nós como pessoas,(claro que para alguns algumas são mais importantes que outras), a percepção, ela nos permite perceber os nossos níveis de consciência, e despertalos, dentro de nós existe um outro mundo, que seria o fluxo de existência, o fluxo do éter primário, do qual se é possível perceber, mas nunca controlar, ou entender, a faculdade que nos permite sentir o éter primário é a intuição"
ResponderExcluirEm outras palavras, a faculdade de intelecto, é supervalorizada na sociedade atual, mas até que ponto ela é importante pra mim? O que é inteligência sem percepção? A inteligência para mim é como a força a agilidade, apenas mais uma faculdade, a que me faz colocar razão nas coisas que devem ser apenas percebidas e sentidas, não analisadas. Aprendi a desvalorizar o intelecto a partir do momento que me valorizei, independente de como eu sou.
Ser positivo e em geral deixar de lado os pensamentos ruins sem dúvida é importante. Mas acredito que se a análise for construtiva ela deve ser feita, pois são os desentendimentos que tornam muitos episódios traumatizantes. Senão, eu não vou poder mais tomar café por causa de uma briga que não tem nada a ver com ele.
ResponderExcluirO problema é quando você está ruminando infinitamente uma coisa desagradável sem um objetivo, de forma que não traga nenhuma utilidade ou repetitiva.
Como quando tentamos resolver um problema de lógica repetitivamente pelo mesmo processo: Sabemos que não vai nos levar a nada, pois já fizemos daquele jeito, mas fomos condicionados a tentar resolver desta maneira sempre, ao invés de olharmos o problema de forma mais ampla, o que torna a experiência ainda mais frustrante que o problema.